A Editora

A Bagaço vem, ao longo do tempo, conquistando o público e a crítica pela dedicação aos seus projetos e pela fidelidade aos seus objetivos, abrindo espaço para a literatura no Nordeste. Editando textos, muitos de forma artesanal, mas consciente que aquele era apenas o começo de um caminho, a Bagaço saiu de Palmares – zona da mata sul de Pernambuco– para o Recife na década de 1980, cumprindo o destino do rio Una que corta a cidade e segue em direção ao mar.

Ainda nos anos 80, a pequena editora, cumpria a missão de firmar a sua marca apoiada em dois seguimentos: resgatar antigos talentos, cujos escritos permaneciam em gavetas esquecidas e revelar novos nomes, tirando-os do anonimato e abrindo perspectiva para desenvolverem suas habilidades literárias.

Bagaço - A editora

Ao final dos anos 80, a Bagaço deu o primeiro ponto de virada em sua trajetória: forma-se um mercado definido, de um lado, por um crescente e renovável universo de leitores e, de outro, por um talentoso grupo de escritores dispostos a atender a esse público.

Ao longo do seu desenvolvimento, o hábito da leitura foi estimulado, sobretudo pela capacitação de professores e pela presença dos autores nas escolas, participando de entrevistas, palestras ou simplesmente autografando seus títulos em feiras de livros e outros eventos.

Bagaço - A editora

A Bagaço pôs os pés nos anos 90 com os mesmos ideais, contudo novos sonhos foram agregados. Veio a necessidade da aquisição de equipamentos, preparação de recursos humanos e a opção pela qualidade, fundamental para sustentar a fatia do mercado duramente conquistada. Com a instalação de um parque gráfico de médio porte, alcançou autonomia de voo e neste momento, a empresa também passou a executar todas as fases de editoração.

Dando um passo à frente, abre o segmento dos livros didáticos para a Educação Infantil e Fundamental, cumprindo as exigências da Base Nacional Comum Curricular, lança no mercado coleção sobre a história do Brasil afro-indígena, além de coleções educativas sobre temas variados como aids, dengue, bullyng, tráfico humano, preconceitos entre outros.

Bagaço - A editora

Em 2012 ampliou e transferiu seu parque gráfico para a cidade de Igarassu na Região Metropolitana do Recife, tendo assim, mais condições de atender à crescente demanda com qualidade e eficiência. Além disso, criou espaços para edições de segmentos específicos como psicologia, administração, engenharia, medicina, religião, publicações de natureza jurídica, entre outros.

Bagaço - A editora

Nesse contexto, a Bagaço torna-se referência regional, sendo diversas vezes considerada pelos autores sua segunda casa, dado à receptividade e à cordialidade com que são tratados. Surgindo então uma constatação: a presença em Pernambuco de grandes especialistas.

Atualmente a empresa participa do mercado regional através de contratos de distribuição. Dando continuidade ao projeto de visitas dos autores às escolas com as rodas de conversas, desmistifica e encurta os caminhos. Desta forma, alcança cada vez mais públicos específicos, como o infantojuvenil. Acreditando na força da palavra escrita a Bagaço ao longo dos anos, conquistou o público e a crítica pela dedicação, aos seus projetos e pela fidelidade aos seus objetivos. Com a evolução do trabalho, um novo desafio: não bastava publicar, era necessário contribuir eficazmente para formar, nas novas gerações, o gosto e o conhecimento pela literatura e pelos autores regionais garantindo a consolidação da nossa cultura. Nossas publicações incluem, entre outros títulos, obras onde as cantigas de roda, as lendas e as parlendas reforçam os traços deixados pelas raças que formam o Brasil: o índio, o negro e o branco.

Bagaço - A editora

Mostrando coragem e determinação, participa de Bienais e Feiras de Livros em todo o Nordeste, principalmente com lançamentos infantojuvenis. Em parceria com a Academia Pernambucana de Letras (APL), organiza lançamentos anuais coletivos, chegando a lançar 23 títulos simultaneamente no ano de 2014. Neste mesmo ano, com o lançamento do livro “Coletânea de Poetas Cabenses”, “Espectro” de Tereza Soares e “Sortilégio Possível” de Ivan Marinho, firmou mais uma parceria: com a Academia Cabense de Letras.

Bagaço - A editora

A Bagaço participa de capacitações, formações e oficinas de leituras em várias escolas públicas e privadas do Brasil, principalmente do Nordeste. E, anualmente, é patrona do Prêmio Elita Ferreira de Literatura Infantojuvenil promovido pela Academia Pernambucana de Letras, que premia autores locais e desconhecidos com a publicação do melhor texto para esse público.

Bagaço - A editora

Ao longo dos anos, trabalhou com diversos ilustradores e escritores pernambucanos como: Raimundo Carrero, José Nivaldo, Hermilo Borba Filho, Fátima Quintas, Ronildo Maia Leite, Deborah Brennand, Luzilá Gonçalves, Marcus Acciolly, dentre outros. E ainda lançou autores como José Teles, Jussara Rocha Kouryh, Elita Ferreira, Paulo Caldas, Maurício Melo Júnior, Jessier Quirino, dentre tantos outros, firmando assim seu compromisso com a fomentação da cultura da região.

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